Ações da Casas Bahia desabam com perda bilionária e recuperação judicial
Preço hoje representa menor patamar desde o fim de 2023. Em dezembro daquele ano, as ações foram cotadas a R$ 0,50, quando passaram por um grupamento de 25 para um, passando a ser cotados a R$ 11,27.
Variação ocorre após prejuízo bilionário ser reportado. A Casas Bahia relatou uma perda de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre, valor bem acima do prejuízo de R$ 978 milhões registrado no mesmo período do ano passado.
Casas Bahia solicitou recuperação judicial. No pedido apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, a rede varejista relata ter dívidas de R$ 17,3 bilhões e ressalta a deterioração de suas condições econômico-financeiras.
Dívida relatada pela varejista tem caráter diverso. Do total, R$ 16,4 bilhões são de credores quirografários (sem garantias). As demais fatias são divididas entre R$ 754 milhões de dívidas trabalhistas e R$ 154 milhões a microempresas ou empresas de pequeno porte.
Mercado recebeu as informações com cautela. Matheus Matos, sócio da MA7 Capital, avalia que o elevado patamar das taxas de juros "come o ganho operacional antes de ele virar lucro", o que é extremamente prejudicial para o ramo varejista. "O que separa quem sobrevive de quem não sobrevive hoje não é vender mais, é o perfil de vencimento da dívida e o acesso à garantia", analisa.
Outras varejistas caminham em direção oposta. Também atuantes no segmento de móveis e eletrodomésticos, a Magazine Luiza (MGLU3) e a Americanas (AMER3) apresentam alta de, respectivamente, 6,91% e 4,01%.